Suplementar ou não suplementar? Essa é uma dúvida comum entre pais e mães preocupados com o crescimento e o desenvolvimento saudável de seus filhos. Em tempos de excesso de informações e ofertas no mercado, é fácil cair na tentação de oferecer vitaminas e minerais por conta própria. Mas será que toda criança precisa?
A resposta é: depende. Quando a alimentação da criança é equilibrada, variada e adequada à sua faixa etária, na maioria dos casos, os nutrientes essenciais são obtidos naturalmente. Frutas, verduras, leguminosas, cereais integrais, ovos e fontes de proteína animal ou vegetal compõem uma base sólida para o desenvolvimento.
Contudo, em situações específicas — como seletividade alimentar extrema, dietas restritivas (como vegetarianas mal planejadas), deficiências diagnosticadas em exames ou condições clínicas — a suplementação pode sim ser necessária. Mas sempre com prescrição individualizada, baseada em avaliação médica ou nutricional.
O uso indiscriminado de suplementos pode gerar desequilíbrios e até sobrecargas no organismo. E vale lembrar: suplemento não é sinônimo de saúde, e sim um apoio quando o alimento sozinho não dá conta.
O mais importante é cultivar uma alimentação de verdade desde cedo, com atenção, escuta e acompanhamento profissional. Porque cada criança tem sua própria história — e a nutrição precisa respeitar isso.