A palavra “anti-inflamatória” refere-se a alimentos e padrões alimentares que ajudam a reduzir processos de inflamação crônica no corpo. Não é sobre “curas milagrosas”, mas sim sobre suporte real à saúde. Esse tipo de alimentação prioriza:
- alimentos in natura ou minimamente processados
- vegetais, frutas, grãos integrais, fontes de proteína de qualidade
- gorduras boas (como ômega-3)
- redução de açúcares simples, gorduras saturadas em excesso e alimentos ultraprocessados.
Esses ajustes também impactam positivamente o humor, a regulação hormonal, o sistema nervoso, e favorecem uma abordagem mais integral.
5 passos práticos para você começar hoje
- Inclua ao menos 2 a 3 cores diferentes de vegetais por refeição
Vegetais coloridos trazem diferentes fitonutrientes com ação anti-inflamatória. - Prefira fontes de proteína de qualidade, vegetal ou animal e evite excesso de ultraprocessados
Estudos no Brasil apontam que o consumo de alimentos ultraprocessados está crescendo, e isso impacta tanto a saúde quanto o meio ambiente. - Não esqueça as gorduras “boas”
Oleaginosas, sementes, abacate, peixes ricos em ômega-3. Esses alimentos ajudam no equilíbrio do sistema nervoso, exprimento hormonal, e favorecem um sono mais tranquilo. - Regular o açúcar, o sono e o ritmo das refeições
Saltar refeições ou consumir apenas ultraprocessados desregula hormônios, glicemia, humor e sono. Um estudo no Nordeste do Brasil mostra que o hábito de ter três refeições importantes por dia diminuiu, enquanto o consumo de alimentos ultraprocessados aumentou. - Conecte nutrição e relaxamento: o cérebro e o intestino conversam
A saúde intestinal impacta o humor e o sono. Um padrão anti-inflamatório melhora a microbiota, reduz citocinas inflamatórias, favorece o descanso. Como Psiquiatra, reforço: não se trata só de alimentação, mas de estilo de vida integrado. Caminhar, meditar, dormir bem, comer bem = combo poderoso.
O que observar e evitar
- Não caia em “dieta da moda” prometendo milagres rápidos: a saúde se constrói com consistência.
- Evite demonizar alimentos: o equilíbrio é chave.
- Em caso de ansiedade severa, insônia crônica ou transtornos psiquiátricos, a alimentação ajuda, mas não substitui acompanhamento profissional.
Adotar uma dieta anti-inflamatória é um dos pilares para quem quer melhorar o sono, reduzir a ansiedade, ter mais clareza mental e melhorar o desempenho físico e metabólico. Com esses 5 passos você já pode iniciar uma mudança significativa.