Quem convive com uma criança que recusa legumes, empurra o prato ou só quer comer o mesmo alimento todos os dias sabe: a seletividade alimentar é um desafio comum — e muitas vezes desgastante. Mas é possível contornar essa fase com paciência, empatia e estratégia.
Primeiro, é fundamental entender que a seletividade faz parte do desenvolvimento infantil. Crianças têm paladares em formação e, naturalmente, resistem ao novo. A boa notícia é que, com persistência e criatividade, é possível ampliar esse repertório alimentar.
A exposição frequente a alimentos saudáveis (sem obrigar), o exemplo dos adultos à mesa e o envolvimento da criança no preparo das refeições são estratégias eficazes. Transformar a refeição em um momento leve, sem brigas ou pressões, faz toda a diferença.
Também é importante respeitar o tempo da criança. Forçar ou recompensar com sobremesa pode criar associações negativas com o alimento saudável. O ideal é manter a oferta de forma natural, apresentando o mesmo alimento em diferentes formas, texturas e preparações.
Alimentar uma criança seletiva é mais sobre vínculo e constância do que sobre truques. Quando há paciência, criatividade e escuta, a mesa vira espaço de descoberta e afeto.