Julho foi um mês inteiro dedicado à infância e à nutrição dos pequenos — mas talvez o aprendizado mais importante que fica é que bons hábitos não nascem prontos. Eles são formados aos poucos, em cada refeição, em cada escolha, em cada conversa.
Falar de introdução alimentar, lancheiras saudáveis, crianças seletivas ou suplementação é, no fundo, falar de presença. Porque o exemplo ensina mais que mil palavras. Quando uma criança vê seus pais comendo vegetais com gosto, quando participa do preparo dos alimentos, quando percebe que suas preferências são ouvidas, ela aprende algo valioso: que comer bem é um gesto de cuidado.
Claro que há desafios, fases e resistências. Mas o segredo está na constância, não na perfeição. Criar bons hábitos é mais sobre o dia a dia do que sobre regras rígidas. É mostrar, oferecer, respeitar e repetir. E isso vale não só para a alimentação, mas para a vida.
Neste fechamento de mês, o convite é refletir: o que estamos ensinando às nossas crianças através da comida? E o que podemos mudar — em nós e com elas — para cultivar mais saúde, afeto e consciência?